Home SEGURANÇA PÚBLICA Execução de advogada escancara falência da segurança pública em Minas

Execução de advogada escancara falência da segurança pública em Minas

por Marketing AMAFMG

Belo Horizonte amanheceu nesta segunda-feira (22) sob o impacto de mais um crime brutal. A advogada criminalista Kamila Cristina Rodrigues dos Santos, de 40 anos, foi executada com cerca de 20 disparos no bairro Ermelinda, região Noroeste da capital. A cena, digna de um acerto de contas de facções, aconteceu em plena luz do dia, diante de moradores que nada puderam fazer.

Segundo a Polícia Militar, dois homens em um Kia Cerato prata participaram do crime e fugiram pela marginal do Anel Rodoviário. A perícia recolheu cápsulas de pistola e a Polícia Civil abriu inquérito, mas até agora não há prisões.

O discurso oficial e a realidade
O governo de Minas, comandado por Romeu Zema, insiste em apresentar quedas percentuais nos indicadores de violência: 7,48% a menos nos crimes violentos no primeiro trimestre de 2025, em comparação com 2024. Em Belo Horizonte, a redução anunciada foi de 1,65%.

Mas a realidade não se curva ao marketing. Em números absolutos, a capital passou de 270 assassinatos em 2023 para 342 em 2024 — um aumento expressivo. Ou seja, enquanto a propaganda estatal celebra supostas conquistas, a vida real dos mineiros continua marcada pelo medo e pela violência.

Letalidade policial e insegurança generalizada
Outro dado que mancha a política de segurança é o crescimento da letalidade policial: 47% a mais em 2024, segundo o Ministério Público. Enquanto o governo se gaba de cidades sem homicídios no interior — foram 396 municípios em 2024 —, em Belo Horizonte os criminosos agem com ousadia cada vez maior.

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Falência do Estado
A Constituição determina que a segurança pública é dever do Estado. Mas o que se vê é um governo que prefere discursos a resultados concretos. A execução de Kamila é mais que uma tragédia: é um símbolo do fracasso da política de segurança conduzida por Zema e pelo secretário da área.

Enquanto vidas se perdem, o que sobra são planilhas, gráficos e discursos oficiais tentando dourar a realidade. Mas a verdade sangra nas ruas.

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