Home SEGURANÇA PÚBLICA Homem é preso por vender atestados médicos falsos em Minas Gerais

Homem é preso por vender atestados médicos falsos em Minas Gerais

O caso ja havia sido denunciado pela AMAF MG há meses, mas não fora dada a devida importância à época.

por Marketing AMAFMG

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, nesta terça-feira (26), um homem suspeito de produzir e comercializar atestados médicos falsos utilizados por trabalhadores de diferentes regiões do estado. A detenção ocorreu após semanas de apuração que já vinham identificando uma movimentação anormal de documentos apresentando o mesmo padrão de assinatura, carimbo e formatação.

De acordo com a investigação, o suspeito oferecia os falsos atestados principalmente por meio de aplicativos de mensagem, fornecendo documentos pré-preenchidos ou adaptados conforme a necessidade de quem procurava o serviço. Na casa dele, os policiais apreenderam uma grande quantidade de formulários, carimbos adulterados e papéis já assinados.

Só há um detalhe que não tem sido noticiado: A AMAF MG () JÁ SABIA! E, inclusive já havia denunciado o caso, mas ao que parece, não deram muita importância.

A prisão do homem suspeito de vender atestados médicos falsos em Minas Gerais acendeu um alerta que, na verdade, já estava ligado há meses. A AMAF-MG (Associação dos Policiais Penais e Agentes de Segurança Socioeducativos de Minas Gerais) afirma que havia comunicado à Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) uma série de irregularidades envolvendo a apresentação de atestados duvidosos dentro do sistema prisional.

Segundo a entidade, um ofício detalhando o problema foi encaminhado à secretaria há alguns meses, apontando padrões repetidos, carimbos suspeitos e documentos que não condiziam com atendimentos médicos reais. Mesmo assim, segundo a associação, as medidas efetivas só começaram a ser tomadas agora — após a Polícia Civil deflagrar a operação que levou à prisão do suspeito.

A investigação revelou que os atestados eram produzidos em série, com assinaturas e carimbos adulterados, e comercializados por meio de aplicativos de mensagem. No cumprimento do mandado, foram apreendidos dezenas de documentos preenchidos, formulários em branco e ferramentas usadas na falsificação.

Veja também:
Detento com histórico desde 2006 foge de presídio em Ribeirão das Neves
Policial penal perde o cargo após facilitar entrada de celulares em presídio da Zona da Mata
Parte desses documentos, conforme apurado pela Polícia Civil, teria sido utilizada por servidores do sistema prisional, chegando a comprometer escalas inteiras de trabalho em algumas unidades. Houve relatos de setores que operaram com efetivo reduzido após a apresentação simultânea de vários atestados semelhantes — fato que, segundo interlocutores internos, já vinha prejudicando a rotina de segurança.

Para a AMAF-MG, a situação só tomou proporções maiores porque os alertas anteriores não foram tratados com a urgência necessária. A associação defende que a repetição do problema já demonstrava que havia algo além de simples coincidência, reforçando a necessidade de auditoria imediata — que, na visão da entidade, demorou a ocorrer.

Com a prisão, a Polícia Civil trabalha agora para identificar o número total de pessoas que adquiriram ou utilizaram os documentos falsificados. O suspeito deve responder pelos crimes de falsificação de documento público, falsificação de documento particular e falsidade ideológica.

A Sejusp ainda deve se manifestar sobre o ofício enviado anteriormente e sobre as medidas administrativas que serão tomadas para evitar novos casos.

A investigação segue em andamento.

Artigos Relacionados

Deixe um comentário