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Policiais Penais e Sargento do Exército São Presos em Operação "BOTA" em MG/RJ

Postado em 14/06/2024 às 19:20

Policiais Penais e Sargento do Exército São Presos em Operação "BOTA" em MG/RJ
Policiais Penais e Sargento do Exército São Presos em Operação "BOTA" em MG/RJ

Um sargento do Exército e dez policiais penais estão entre os 25 presos nesta terça-feira (11 de junho) pela Operação Tabernus. A ação investiga organizações criminosas responsáveis pela entrada de materiais ilícitos no complexo onde ficam as penitenciárias José Edson Cavalieri e Professor Ariosvaldo Campos Pires, em Juiz de Fora, na Zona da Mata.

Além deles, três servidores administrativos da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) foram presos. Outros seis servidores públicos foram afastados cautelarmente dos cargos. Os mandados de prisão e os 36 de busca e apreensão foram cumpridos em oito cidades, sendo três em Minas Gerais (Juiz de Fora, Cataguases e Goianá) e cinco no Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, São Gonçalo, Angra dos Reis, Mangaratiba e Três Rios).

As investigações, que começaram há mais de um ano, apuram crimes de corrupção ativa e passiva, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a operação investiga delitos praticados no complexo penitenciário por agentes de segurança pública, servidores administrativos, traficantes, presos e parentes de pessoas que integram esses grupos.

"Inicialmente, o objeto da investigação era a entrada de equipamentos eletrônicos, mas fomos expandindo a apuração e verificando que, além disso, há também um grande tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Drogas de todos os tipos são apreendidas nas unidades prisionais", afirmou o promotor Thiago Fernandes de Carvalho, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Juiz de Fora.

"A corrupção funciona tanto de maneira ativa como passiva. Muitas vezes, os policiais ou as pessoas que deveriam exercer o dever de ofício na segurança pública deixavam com que os crimes acontecessem, sendo pagos por essa omissão. Em outras vezes, há uma função mais ativa, de levar mesmo os materiais ilícitos e entregar em mãos", completou o promotor.

Posicionamento do Presidente da AMAFMG